Histórias - Amor em dois tempos

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

It's coming on Christmas,
And they're cutting down trees.
Putting up reindeer
And singing songs of joy and peace,
Oh, I wish I had a river I could skate away on.
It don't snow here,
Stays pretty green.
I'm gonna make a lot of money
And quit this crazy scene.
Oh, I wish I had a river I could skate away on.
I wish I had a river so long,
I would teach my feet how to fly.
Oh, I wish I had a river I could skate away on.
I made my baby cry.
You tried hard to help me,
You put me at ease.
You loved me so naughty,
It made me weak in the knees.
Oh I wish I had a river I could skate away on.
I'm so hard to handle,
I'm selfish and I'm sad.
Now I've gone and lost the best baby
That I've ever had.
Oh, I wish I had a river I could skate away on.
I wish I had a river so long,
I would teach my feet how to fly.
Oh, I wish I had a river I could skate away on.
I made my baby say goodbye.
It's coming on Christmas
And they're cutting down trees.
Putting up reindeer,
And singing songs of joy and peace.
I wish I had a river I could skate away on.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Saudade

Sentimento inteligível apenas àqueles que já se perderam de alguém na vida. Cada perda é sentida de forma particular, carregada de significados próprios, uma falta em um espaço que apenas a ela pertencia. Impossível preencher com o que quer que seja, se torna um buraco, um espaço sem luz, nunca vazio, repleto de sombras, lembranças... lugar feito de tudo o que se viveu.

A saudade é física. Se transforma em dor. Não é uma dor qualquer, não se restringe a pulsar dentro do peito, não é coerente, e se define por seus estágios de tortura pessoal. A cada lembrança, a cada pensamento, tudo a volta remete a ela.  Do porta retrato debaixo da tv, às músicas da playlist, a escova de dentes no banheiro, a aliança sobre a estante. Tudo me leva a ela. E não consigo mudar nada de lugar. Quase uma tentativa frustrada de não ver a mudança que estar sem ela provoca na minha vida.

Queria poder dizer que já superei. Que sou capaz de administrar as minhas próprias dores, pois só a mim pertencem, mas a verdade que é que hoje, bom, hoje é um dos dias ruins. A saudade aperta de forma sufocante, tornando impossível respirar. Saudade da voz, do cheiro, do gosto, da pele... essa é a falta física, aquela que clama por um abraço, um carinho, uma proximidade dos corpos. A falta do encaixe perfeito que um dia o foi. De dormir com a certeza de que o braço ao redor do corpo ainda estará ali quando despertar.

E a saudade mais profunda. Aquela das pequenas coisas, das brincadeiras, da segurança do ter e pertencer tão completamente a alguém, que nos sentimos parte de algo maior. Como já disse, não há forma de substituição, e nem buscaria por isso. É só saudade. Só isso. Então porque dói tanto?

Não, não pretendo responder a esta pergunta. Não acredito que exista resposta satisfatória. Apenas existe. A falta, a dor, a saudade e essa vontade quase absurda de estar junto, de confessar o amor ao pé do ouvido, e pedir perdão por ter partido.

Provavelmente, amanhã ou depois, a dor estará menor, dentro dos limites do suportável outra vez, e talvez eu me lembre dos porquês que norteiam a minha decisão. Mas hoje, bom hoje simplesmente dói.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Place To Be

Já te agradeci Val?? Estou apaixonada pelo Nick Drake e especialmente por esta musica... isso porque só ouvi um dos discos até agora. Pink Blue! Fantástico!!

Place To Be

Nick Drake

When I was younger, younger than before
I never saw the truth hanging from the door
And now I'm older see it face to face
And now I'm older gotta get up clean the place.

And I was green, greener than the hill
Where the flowers grew and the sun shone still
Now I'm darker than the deepest sea
Just hand me down, give me a place to be.

And I was strong, strong in the sun
I thought I'd see when day is done
Now I'm weaker than the palest blue
Oh, so weak in this need for
you.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Eu sempre soube. Sempre esteve lá.

Eu não sou um mistério a ser desvendado. Não peço que me entendam. Ninguém precisa me definir para que eu saiba quem sou. Isso é construção diária, com direito a mudanças das mais insignificantes, às radicais. Sou mutante. Camaleoa. Sou o que vejo em mim, o que os outros vêem, o que gostaria de ser... sou tantas em uma, que não faz qualquer sentido tentar entender.

Não me reconhece? Não tem problema. Nem eu.

Se existe algo no mundo que me tira do sério, é injustiça. Como lidar quando você percebe que está sendo injusto, covarde? Como se perdoar por agir impulsivamente, sem por um momento ser capaz de impedir que o estrago seja feito? Que atinja pessoas amadas?

Culpa. Velha conhecida. Tantas vezes sentida que parece fazer parte de quem eu sou. Em geral, ela só diz respeito a mim. Eu me culpo por me maltratar. Por negligenciar meus sonhos, por temer a vida de tal forma, que me sinto aprendendo a viver a cada despertar.

Mais uma vez repito: Egoísta. Tão individualista que nem ao menos percebo o mal que sou capaz de causar aos outros.

Uma outra dor. Tão maior, tão mais complexa, intensa... me corrói por dentro.

Uma amiga me disse: Não somos responsáveis pela dor que o outro sente. A dor é só dele. Assim como a sua, é somente sua. Você a sente. Você responsabiliza alguém por suas dores?

Não. A dor é minha. Imutável, intransferível, feita sob medida para ser sentida por mim e mais ninguém.

Mas a dor do outro me dói. Mais que minha própria dor, a dor que sei ter causado, me dói profundamente. É como um veneno correndo dentro das veias. Me faz questionar certezas, fundamentos básicos que sempre me foram tão claros.

No final das contas, ser humano é ser propenso ao erro, e do erro, ao aprendizado, e nele, crescimento. Não me martirizo por minhas atitudes. Não julgo ninguém, por que me utilizar de dois pesos e duas medidas quando sou eu a errar?


É assim que me sinto. Impotente. Nada do que eu fizer irá mudar o que já foi. Recuar é ainda mais difícil do que agir, mas é tudo o que eu tenho. A distância. Segura? Não neste momento. Estou apavorada com o que está por vir. Ao mesmo tempo, fascinada com as possibilidades.

A dualidade que agora me acomete, me apavora na mesma proporção em que me faz caminhar, querer, ser... mais.

De um lado tristeza, dor, saudade. De outro... possibilidades! É por elas que eu luto. Posso não saber do que se tratam. O futuro é tão incerto hoje, quanto era ontem. E não existe nada mais poético que não saber. Não sei. Não tenho respostas. Não sou oráculo. Então, não perguntem. Simples. Eu de nada sei. O quão incrível é isso?




domingo, 14 de agosto de 2011

Inquietude

"The Finish Line" Snow Patrol

O que é essa necessidade? Essa vontade que não passa? Vivendo e respirando em um compasso acelerado, intenso, tão diferente do meu temperamento tranqüilo e quase passivo de ser no mundo.

Não que as idéias não sejam tentadoras. Eu acredito. Sou entusiasta com relação ao mundo, a justiça, a benevolência, à vida.... mas intensa? Em momentos traçados, delineados, específicos demais para essa profusão de sentidos que agora me toma.

Um medo de parar. Medo de pensar. Medo de aprofundar em qualquer que seja o sentido que me chama, me sucumbindo, me levando a um estado de espírito além... irreal até.

Nem na fantasia consigo me refugiar. A inquietude é tão grande, que ler, escrever, assistir a um filme, nada disso é possível. Não me concentro. Dentro de mim, ainda uma batida eletrizante. Como se vivesse um medo constante, o que na realidade, é mais uma falta constante. Uma saudade indefinida, permeada por certezas e conflitos que povoam a minha mente.

Impossível parar. Adrenalina que corre solta pelas veias e me instiga, me empurra, me tira da minha paz habitual, e me faz querer mais. Mas mais o que?

Hoje é o primeiro dia em que de fato me deparo com a solidão dos silêncios. Tempo demais para um dialogo meu, comigo mesma. Não quero, não permito. Busco me perder em atividades banais, conhecidas, tão familiares que me são automáticas. Talvez uma tentativa vã de me encontrar em mim. Um ponto nebuloso de equilíbrio. O efeito? Nenhum. Ainda a ansiedade, a saudade, a falta, o medo e a adrenalina.

Queria parar o desejo latente que toma conta de todo o meu corpo e mente. Uma quase necessidade de transgressão que me lembro ter sentido poucas vezes na vida. Essa falta de controle sobre o que penso e sinto me fazem encarar no espelho uma mulher que desconheço, mas que me intriga, instiga, desafia. Estaria eu me reescrevendo? Redefinindo? Não saberia dizer.

Parece que a idade não me trouxe certezas, muito menos a sabedoria que eu esperava ter. Me sinto uma adolescente descobrindo o mundo mais uma vez. Sentimento recorrente que no passado me paralisava por completo, mas que hoje tem um efeito muito mais devastador em mim. Me torna egoísta, centrada apenas nas minhas próprias necessidades e vontades. Uma busca incessante por mim mesma, ao mesmo tempo que não me permite me ver com clareza.

"Open your eyes" Snow Patrol.



sexta-feira, 6 de maio de 2011

Toda a forma de amor!!!

05/05/2011 - STF decide a favor da união homoafetiva.

As vezes é estranho pensar que é preciso tanta discussão para reconhcer um direito que deveria ser de todos. Mas enfim, um passo significativo na luta pela igualdade e contra o preconceito.

Liberdade Vs. Compromisso

Fico me perguntando em qual momento me perdi entre o ideal e o real?!

Neste tempo de solidão, me vi curtindo a minha independencia, a minha liberdade e o que mais me questionei, é por que eu não posso ter isto no meu relacionamento?

Nós nos amamos, respeitamos na maior parte do tempo (falha terrivel de uma relação... não repitam em casa), confiamos (ou ao menos eu, ingenuamente, acredito nisso), mas quando chega a hora de colocar isto em prova, me percebo tolida da minha liberdade. Só posso fazer as escolhas dos 'nós' e nunca do 'eu'. Não posso pensar sozinha, agir sozinha e isto, para uma pessoa individualista, egoista e preguiçosa, é quase uma impossibilidade. Preciso do meu 'eu' pra sobreviver.

Talvez seja ingenuidade minha, mas sempre acreditei que um relacionamento é a união de dois individuos que se amam e que decidem compartilhar a vida um com o outro. Mas novamente ressalto, 'individuos'. Quando me tiram a minha indidualidade, eu passo a ser apenas metade de um todo, não sou inteira e nem completa. Como posso acrescentar alguma coisa a alguem desta forma?

Vamos combinar? O encaixe não é perfeito. Todos tem suas diferenças, algumas mais profundas, outras superficiais, e é isto que nos torna interessantes para os outros. Quando passamos a pensar como 'nós', abrimos mão do 'eu' em prol desta conjunção. Não consigo ver isto funcionando.

Acredito em amor, paixão, entrega... acredito que devemos ceder e buscar sempre um meio termo em todas as relações humanas. Acredito que ninguém detém verdades absolutas e desta forma, não têm direito de julgar a verdade do outro. Acredito que mesmo complicadas, as relações humanas são a base de tudo, mas não acredito que deixar de existir como ser humano único, peça fundamental da engrenagem de um grupo ou sociedade, seja a resposta para a felicidade eterna ao lado de alguém.

Sim, eu sou radical, racional, mental e cheia de ideologias do 'e se'... mas sinceramente, se a outra opção é buscar se tornar 'espelho' da pessoa amada, prefiro o eu completo. Ainda que sozinho.