Histórias - Amor em dois tempos

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Toda a forma de amor!!!

05/05/2011 - STF decide a favor da união homoafetiva.

As vezes é estranho pensar que é preciso tanta discussão para reconhcer um direito que deveria ser de todos. Mas enfim, um passo significativo na luta pela igualdade e contra o preconceito.

Liberdade Vs. Compromisso

Fico me perguntando em qual momento me perdi entre o ideal e o real?!

Neste tempo de solidão, me vi curtindo a minha independencia, a minha liberdade e o que mais me questionei, é por que eu não posso ter isto no meu relacionamento?

Nós nos amamos, respeitamos na maior parte do tempo (falha terrivel de uma relação... não repitam em casa), confiamos (ou ao menos eu, ingenuamente, acredito nisso), mas quando chega a hora de colocar isto em prova, me percebo tolida da minha liberdade. Só posso fazer as escolhas dos 'nós' e nunca do 'eu'. Não posso pensar sozinha, agir sozinha e isto, para uma pessoa individualista, egoista e preguiçosa, é quase uma impossibilidade. Preciso do meu 'eu' pra sobreviver.

Talvez seja ingenuidade minha, mas sempre acreditei que um relacionamento é a união de dois individuos que se amam e que decidem compartilhar a vida um com o outro. Mas novamente ressalto, 'individuos'. Quando me tiram a minha indidualidade, eu passo a ser apenas metade de um todo, não sou inteira e nem completa. Como posso acrescentar alguma coisa a alguem desta forma?

Vamos combinar? O encaixe não é perfeito. Todos tem suas diferenças, algumas mais profundas, outras superficiais, e é isto que nos torna interessantes para os outros. Quando passamos a pensar como 'nós', abrimos mão do 'eu' em prol desta conjunção. Não consigo ver isto funcionando.

Acredito em amor, paixão, entrega... acredito que devemos ceder e buscar sempre um meio termo em todas as relações humanas. Acredito que ninguém detém verdades absolutas e desta forma, não têm direito de julgar a verdade do outro. Acredito que mesmo complicadas, as relações humanas são a base de tudo, mas não acredito que deixar de existir como ser humano único, peça fundamental da engrenagem de um grupo ou sociedade, seja a resposta para a felicidade eterna ao lado de alguém.

Sim, eu sou radical, racional, mental e cheia de ideologias do 'e se'... mas sinceramente, se a outra opção é buscar se tornar 'espelho' da pessoa amada, prefiro o eu completo. Ainda que sozinho.