Histórias - Amor em dois tempos

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Essa tal dor de amor

A dor é dilacerante. A falta constante do cheiro, do corpo, da certeza de que esta ali, da certeza de ser amada, a certeza de amar. Decidir por sentir essa dor, talvez seja uma das coisas mais difíceis que eu já fiz. Quase masoquismo. Sentir a ansiedade e a palpitação constante que só é interrompida durante o sono, e mesmo assim, este é agitado, incoerente e não descansa nem corpo, nem mente.

Como alguém escolhe a dor em sã consciência, tendo a opção de não fazê-lo?

A dor é a minha dor. A dor, é a dor que nela causei. O que dói mais? Essa tristeza pesa dentro do peito. Uma dor física. Resposta do corpo ao golpe desferido pela mente.

Eu digo a mim mesma que estou evitando dores futuras, dores ainda maiores. Mas existe dor maior que esta?

Perda, solidão, magoa, decepção.. saudade. Quando eu lia sobre corações partidos, não entendia tal metáfora. Não é o coração que sofre, mas sim a mente. Ao sentir essa dor atravessar o peito dessa forma, não há mais o que discutir, meu coração esta em pedaços, é físico. Dor do corpo, dor da alma.

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